Questões de História do Brasil - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões História do Brasil

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Fgv-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:"Assim, alguns dos irmãos mandados para esta aldeia, que se chama Piratininga, chegamos a 25 de janeiro do ano do Senhor de 1554, e celebramos em paupérrima e estreitíssima casinha a primeira missa, no dia da Conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos a nossa casa". ANCHIETA, José de, "Carta de Piratininga (1554)". Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1988, p.48. Sobre a fundação da vila de São Paulo no período colonial podemos afirmar que:
a) Expulsos de Piratininga, os jesuítas retornaram em 1554 com tropas portuguesas que promoveram a destruição dos grupos indígenas da região.
b) Sua fundação acompanhou a tendência da colonização portuguesa em privilegiar a formação de núcleos no interior, em lugar de entrepostos litorâneos.
c) Desde sua fundação até o final do século XVIII, sua principal atividade econômica foi a produção de açúcar e algodão voltada para o mercado externo.
d) Sua fundação ocorreu em função dos interesses jesuíticos em controlar o comércio de metais e pedras preciosas realizado pelas tribos indígenas da região.
e) Sua fundação está vinculada à motivação missionária dos jesuítas que tinham nos colégios e aldeamentos suas bases principais.



resposta:[E]

vestibular Fuvest-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:A exploração dos metais preciosos encontrados na América Portuguesa, no final do século XVII, trouxe importantes conseqüências tanto para a colônia quanto para a metrópole. Entre elas,
a) o intervencionismo regulador metropolitano na região das Minas, o desaparecimento da produção açucareira do nordeste e a instalação do Tribunal da Inquisição na capitania.
b) a solução temporária de problemas financeiros em Portugal, alguma articulação entre áreas distantes da Colônia e o deslocamento de seu eixo administrativo para o centro-sul.
c) a separação e autonomia da capitania das Minas Gerais, a concessão do monopólio da extração dos metais aos paulistas e a proliferação da profissão de ourives.
d) a proibição do ingresso de ordens religiosas em Minas Gerais, o enriquecimento generalizado da população e o êxito no controle do contrabando.
e) o incentivo da Coroa à produção das artes, o afrouxamento do sistema de arrecadação de impostos e a importação dos produtos para a subsistência diretamente da metrópole.



resposta:[B]

vestibular Fuvest-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Com relação ao povoamento e à colonização da região norte do Brasil, nos séculos XVII e XVIII, explique:
a) As particularidades da administração política e religiosa da região.
b) A importância da exploração econômica dessa região para a Metrópole.



resposta:

vestibular Puc-rio-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:A aventura da colonização empreendida pela Coroa de Portugal, nas terras da América, entre os séculos XVI e XVIII, expressou-se na constituição de diversas regiões coloniais. Sobre essas regiões coloniais, estão corretas as seguintes afirmativas COM EXCEÇÃO DE:
a) No vale do Rio Amazonas, a partir do século XVII, ordens missionárias exploraram as "drogas do sertão", utilizando o trabalho de indígenas locais.
b) No vale do Rio São Francisco, a partir do final do século XVI, ocorreu a expansão de fazendas de criação de gado, voltadas para o abastecimento dos engenhos de açúcar do litoral.
c) Na Capitania de São Vicente, em especial por iniciativa dos habitantes da vila de São Paulo, organizaram-se expedições bandeirantes que, no decorrer do século XVII, abasteceram propriedades locais com a mão-de-obra escrava dos índios apresados.
d) Nas Minas, durante o século XVIII, a extração do ouro e de diamantes, empreendida por aventureiros e homens livres e pobres, propiciou o surgimento de cidades, onde o enriquecimento fácil estimulava a mobilidade social.
e) No litoral de Pernambuco, durante a segunda metade do século XVI, a lavoura de cana e a produção de açúcar expandiram-se rapidamente, o que foi acompanhado pela gradual substituição do uso da mão-de-obra escrava do nativo americano pelo negro africano.



resposta:[D]

vestibular Pucpr-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Considerando a economia Colonial e Imperial no Brasil, a mão-de-obra escrava negra esteve MENOS presente nos trabalhos:
a) das atividades dos cafezais fluminenses (Rio de Janeiro).
b) do ciclo do ouro ou da mineração.
c) do ciclo do gado ou pecuária nordestina.
d) do ciclo do açúcar ou açucareiro.
e) do pequeno ciclo dos diamantes, paralelo ao ciclo da mineração.



resposta:[C]

vestibular Uerj-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:[O Brasil era] a morada da pobreza, o berço da preguiça, o teatro dos vícios. (VILHENA, Luís dos Santos. "A Bahia no século XVIII". Bahia: Itapuã, 1969.) A avaliação acima, feita por um português do final do século XVIII, aponta alguns traços da sociedade do Brasil colonial, permitindo inferir que, ao lado dos ricos proprietários de terra, existiam grupos marginalizados.
a) Indique dois grupos sociais que constituíam os marginalizados da sociedade colonial.
b) Descreva o papel desempenhado pelos grandes proprietários de terra na vida política e administrativa do Brasil colonial.



resposta:

vestibular Uff-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:" As festas e as procissões religiosas contavam entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana.(...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela sociedade, situação surgida "sob a égide e o controle do sistema social" e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser pobreza, o apogeu decadência" (Adaptado de SOUZA, Laura de Mello e. "Desclassificados do Ouro". Rio de Janeiro, Graal, 1990, pp. 20-23) Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora, no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um "fausto falso" porque:
a) a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional para a região das Gerais, provocou uma crise constante de subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra central desta atividade, o que era compensado pela realização constante de festas;
b) o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão fugaz quanto a exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam;
c) existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre, que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome, devido à alta concentração populacional na região;
d) a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que fosse falso o poderio da Igreja nesta região;
e) a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas daquela sociedade.



resposta:[C]

vestibular Ufg-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Leia o fragmento a seguir: [...] pois que sendo menor o número das fábricas de mineirar que ficam ao sul de São Félix, elas renderam ao quinto na Casa Real de Fundição, em 1777, 216 marcos de ouro, e as do norte, 38 marcos. Isso demonstra que, apesar da maior extensão do terreno e o maior número de escravos ocupado no exercício de mineirar, há muito extravio do ouro e a necessidade de empregar a maior vigilância para evitar esse roubo no norte. Relatório do governador José de Vasconcelos. In: PALACÍN, Luís et al. "História de Goiás em documentos". Goiânia: Ed. da UFG, 2001. p. 97-98. [Adaptado]. O documento acima ressalta as dificuldades da coleta do tributo régio do quinto. No que se refere à mineração na capitania de Goiás colonial e ao controle da extração aurífera,
a) explique a razão da diferença de arrecadação do quinto entre as regiões mineradoras do norte e do sul;
b) analise a função desempenhada pelas duas Casas Reais de Fundição (Vila Boa e São Félix).



resposta:a) O ouro bruto era mais facilmente contrabandeado no norte.
b) Casas de Fundição eram casas onde o ouro extraído no Brasil, no período colonial, era fundido.Todo o ouro encontrado nas minas auríferas era transformado em barras para facilitar a cobrança de impostos. Junto com a casa de fundição, geralmente, ficava a casa de quintos, em que a quinta parte do ouro (20%) era retirada para o rei. O restante era devolvido em forma de barras fundidas acompanhadas de um certificado que legitimava sua posse.

vestibular Ufg-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Leia o trecho a seguir: a impraticabilidade de se povoar a dita capitania [Goiás] nem outra qualquer parte da América Portuguesa senão com os nacionais da mesma América. E que achando-se todo o sertão daquele vasto continente coberto de índios, estes deviam ser principalmente os que povoassem os lugares, as vilas e as cidades que se fossem formando. Carta régia de D. José I a D. José Vasconcelos, governador da Capitania de Goiás. 1758. In: PALACÍN, Luís. "O século do ouro em Goiás". Goiânia: Ed. da UCG, 1994. p. 87. O documento aponta a preocupação da Coroa Portuguesa com o povoamento da Capitania de Goiás, cujo desdobramento foi a política de
a) ocupação das terras indígenas.
b) guerra justa contra as tribos indígenas.
c) implantação de aldeamentos indígenas.
d) mestiçagem de brancos, índios e negros.
e) embates intermitentes com as tribos indígenas.



resposta:[C]

vestibular Ufmg-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Analise este quadro: Evolução do número de engenhos de açúcar em cada Capitania

FONTE: BETHENCOURT, Francisco; CHAUDUHURI, Kirti. "História da expansão portuguesa". Lisboa: Círculo de Leitores, 1998, p. 316. A partir dessas informações sobre a evolução do número de engenhos açucareiros no Brasil, entre 1570 e 1629, é CORRETO afirmar que
a) a expulsão dos holandeses da Bahia provocou a retração da produção açucareira nessa Capitania.
b) a invasão holandesa no Nordeste açucareiro destruiu a base produtiva instalada pelos portugueses na região.
c) a substituição do trabalho escravo indígena pelo africano não alterou a produção de açúcar na região de São Paulo.
d) a expansão da área açucareira em Pernambuco ocorreu, de forma significativa, durante o período da União Ibérica.


resposta:[D]

vestibular Ufmg-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Em 2004, a Escola de Samba Mangueira, em sintonia com as políticas de recuperação do eixo turístico mineiro, escolheu como enredo a Estrada Real. É CORRETO afirmar que essa Estrada era um conjunto de caminhos que ligava Minas Gerais
a) às Capitanias de São Paulo e Rio de Janeiro e, por eles, chegavam as mercadorias destinadas ao consumo da população e escoavam os impostos cobrados sobre a produção aurífera.
b) às Capitanias do sul do Brasil, de onde chegava a carne seca, base da alimentação dos escravos, e, por eles, circulavam os tropeiros, responsáveis por todo o comércio interno, com suas tropas de muares.
c) ao Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo e, por eles, as safras de café produzidas nesses estados escoavam até o porto de Santos, para serem exportadas.
d) à Bahia e, por eles, também conhecidos como Caminho Velho, desciam as tropas de gado e os escravos que abasteciam as populações ocupadas na exploração aurífera e diamantífera.



resposta:[A]

vestibular Ufmg-2005
tópico:História do Brasil

sub-grupo:Sistema Colonial Brasileiro
pergunta:Leia este trecho: De acordo com um documento de 1781, era a Capitania de Minas Gerais povoada "de mineiros, negociantes e oficiais de diferentes ofícios". Os mineiros eram os que davam maior lucro à Coroa, em razão dos quintos, mas eram os "mais pensionados, pelas grandes despesas que fazem em escravos, ferro, aço, pólvora e madeiras, tudo indispensável para a laboração de suas feitorias". Os roceiros e fazendeiros ocupavam-se das suas culturas e da criação de gado, pagando dízimo de sua produção. Os negociantes, por sua vez, eram "utilíssimos", deles redundando a "S. Majestade a utilidade do contrato das entradas". Finalmente, "os mais povos das minas se ocupa cada um no exercício que têm, e dão a Sua Majestade a utilidade conforme o uso de seu viver, ainda que haja muitos vadios, e pela sua vadiação, chegam a ser facinorosos e homicidas, o que não aconteceria se houvesse modo de os reprimir e conservar debaixo de uma rigorosa sujeição, porém, como nas minas têm os seus habitantes a liberdade de darem de comer a todos aqueles, que às horas o procuram, dão assim causa a muitas desordens". Descrição Geographica, topographica, histórica e política da Capitania de Minas Geraes. "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro". 71 (1908). p. 190. (Adaptado) A partir das informações contidas nesse trecho de documento, é CORRETO afirmar que
a) os roceiros e fazendeiros, ocupados com suas terras de plantar e de criar, eram isentos do pagamento de impostos, o que lhes possibilitava um lucro maior que o dos mineradores.
b) os segmentos da sociedade mineira dedicados a outros negócios e ofícios, além dos de minerar, plantar e criar, não geravam riquezas para Portugal, porque não pagavam os direitos de entrada na Capitania.
c) os vadios, que tendiam, em razão do seu ócio, a se tornar malfeitores, eram perseguidos pela população e duramente reprimidos pelas autoridades, que temiam a generalização das desordens nos núcleos urbanos.
d) os mineradores, responsáveis por grandes investimentos na atividade de extração do ouro, eram aqueles que, por meio do pagamento do quinto, mais contribuíam para o enriquecimento do Real Erário.



resposta:[D]