Questões de Interpretação de texto - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões Interpretação de texto

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Unesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:No trecho de "Corte na Aldeia", focaliza-se uma discussão sobre dois conceitos - o de "história verdadeira", defendido pela personagem "Doutor", e o de "história fingida" ("livro fingido"), defendido pela personagem "Solino". Depois de reler o trecho atentamente,

a) estabeleça, segundo as noções de cada interlocutor, o que querem dizer com "história verdadeira e história fingida";

b) aponte dois adjetivos da fala de Solino cujo significado comprova o fato de a personagem utilizar, entre outros, o critério moral para defender seu ponto de vista.



resposta:a) A "história verdadeira" corresponde ao que chamamos História, ou seja, o relato dos fatos reais que compõem a vida social, política e cultural de um país através dos tempos. A "história fingida", corresponderia ao que Aristóteles chama "poesia", ou seja, o relato dos fatos como deveriam ter sido.
b) Adjetivos de sentido moral na fala de Solino: "[cousas] aperfeiçoadas", "[damas] castas", "[Reis] justos", "[amores] verdadeiros".

vestibular Unesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:A questão seguinte toma por base uma ilustração do cartunista brasileiro Jaguar (Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, 1932) ao livro "A completa Lei de Murphy".

Um atalho é a distância mais longa entre dois pontos.
(Arthur Bloch, "A completa Lei de Murphy". Traduzido e transubstanciado por Millôr Fernandes)

Tomando por base que a ilustração de Jaguar se refere à chamada "Lei de Murphy", cujo enunciado fundamental é "Se alguma coisa pode dar errado, dará",

a) estabeleça uma relação entre a "Lei de Murphy", a legenda da ilustração e o princípio matemático que essa legenda parodia;

b) demonstre em que medida os elementos visuais da ilustração reafirmam o conteúdo da legenda.


resposta:a) O princípio é o de que a reta é a menor distância entre dois pontos. Um atalho deveria ser um caminho mais curto - e o atalho em questão é uma escada, correspondendo, portanto, a uma linha reta. Tal caminho, porém, é inviável para um automóvel. Daí que se possa invocar a "lei de Murphy", pois, embora haja atalho, ele é inútil: o que podia dar errado, deu.

b) Os elementos visuais da ilustração, indicam que o caminho desejado se situa próximo, mas separado por um muro do caminho em que se encontra o automobilista, sendo uma escada o atalho, ou seja, o meio mais curto de chegar ao caminho pretendido. Porém, como a escada é inviável para o automóvel, o atalho em questão torna-se inútil. Daí, contudo, não decorre a conclusão contida na legenda, segundo a qual "um atalho é a distância mais longa entre dois pontos".

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:
Nas histórias em quadrinhos, geralmente, os balõezinhos contêm os diálogos, falas e monólogos interiores dos personagens. Entre os personagens de Maurício de Sousa, destaca-se o garoto Cebolinha, conhecido por trocar o som do "r" pelo do "l", como fazem muitas crianças. No primeiro e terceiro quadrinhos da primeira tirinha, os balõezinhos, colocados acima da cabeça de Cebolinha, encontram-se vazios. Considerando o contexto, e, inclusive, o último quadrinho, pode-se interpretar que:
a) Cebolinha permaneceu calado, ou não exprimiu pensamentos, nos balõezinhos do primeiro e terceiro quadrinhos. Isto indica sua falta de diálogo com o entediante passarinho.
b) O personagem anuncia em voz baixa, no terceiro quadrinho, que irá declamar uma poesia romântica. Realiza seu desejo, utilizando-se de um megafone, no último quadrinho.
c) Cebolinha emitiu discursos diretos, no primeiro e terceiro quadrinhos. No entanto, o que disse não pôde ser ouvido porque sua voz foi abafada pelas onomatopéias que expressam o piado alto, insistente e perturbador do passarinho.
d) A expressão facial de Cebolinha, no primeiro quadrinho, indica que ele se esqueceu do que iria dizer, no terceiro quadrinho.
e) Os balõezinhos encontram-se vazios porque Cebolinha emitiu frases impróprias, ou não-publicáveis, no primeiro e terceiro quadrinhos. Por isso, sua voz não pode ser ouvida.


resposta:[C]

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:
Observe com atenção a segunda tirinha, na qual também há referências à "Canção do exílio". Caso os balõezinhos dessa tirinha não estivessem com todas as falas dos personagens escritas em letras maiúsculas, a palavra "palmeiras", que aparece em uma frase entre aspas, no segundo quadrinho, deveria ser escrita
a) com inicial maiúscula, por se tratar de um substantivo próprio, nome do famoso time brasileiro de futebol.
b) com inicial minúscula, por se tratar de um substantivo comum, nome da planta referida por Gonçalves Dias, na "Canção do exílio".
c) com inicial maiúscula, por se tratar de um substantivo comum, nome da planta referida por Gonçalves Dias.
d) com inicial minúscula, por se tratar de um substantivo com valor de adjetivo, a designar um time brasileiro de futebol.
e) com inicial minúscula, por se tratar de um substantivo próprio, nome da planta referida na "Canção do exílio".


resposta:[B]

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Um texto pode se revelar, na forma e/ou no conteúdo, como absorção e transformação de um ou mais textos. Por isto, quando ele é lido, algumas de suas partes podem lembrar o que já foi lido em outro(s) texto(s). A essa relação de semelhança e superposição de um texto a outro dá-se o nome de "intertextualidade". Inúmeros autores extraem desse procedimento interessantes efeitos artísticos. Comparando-se a primeira estrofe de "Cálice" com o texto bíblico, pode-se afirmar corretamente que
a) ocorre intertextualidade porque a estrofe contém, na forma e no conteúdo, parte da passagem evangélica.
b) não há intertextualidade porque, na estrofe, foi omitida a outra frase atribuída a Jesus.
c) não há intertextualidade porque, na estrofe, não há menção ao sentido condicional presente na primeira frase atribuída a Jesus.
d) ocorre intertextualidade, mas apenas quanto aos elementos morfossintáticos da frase atribuída a Jesus.
e) não há intertextualidade porque a estrofe transforma, semanticamente, a passagem evangélica, dando-lhe uma conotação política.



resposta:[A]

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:"O menino da porteira", cururu gravado em 1955, mostra-se como um significativo exemplo de projeção da linguagem oral cotidiana na poesia-canção popular brasileira. Observe o verso "Que é p'ra mim ficá[ar] ouvindo", e compare-o com o verso "Pra mim, que estou", de Djavan. Num deles ocorre um fato lingüístico que a gramática normativa considera "erro de português". A indicação do "erro" e a "correção" correspondente estão em
a) P'RA MIM, de "O menino da porteira", que deveria ser corrigida para P'RA EU, pois o pronome pessoal EU é objeto direto da locução verbal FICÁ OUVINDO.
b) PARA MIM, de "Meu bem-querer", que deveria ser corrigida para PARA EU, porque o pronome pessoal EU é sujeito do verbo ESTOU.
c) PARA MIM, de "Meu bem-querer", que deveria ser corrigida para P'RA EU, por analogia a P'RA MORRER, do verso seguinte.
d) P'RA MIM, de "O menino da porteira", que deveria ser corrigida para P'RA EU, uma vez que o pronome pessoal EU é sujeito da locução verbal FICÁ OUVINDO.
e) P'RA MIM, de "O menino da porteira", que deveria ser corrigida para PARA EU, por se tratar de uma locução adverbial.



resposta:[D]

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Na última estrofe de "Meu bem-querer", o personagem pergunta-se: "E o que é o sofrer / Para mim, que estou / Jurado p'ra morrer de amor?". Nota-se uma diferença nos sentimentos: o 'sofrimento amoroso', no primeiro verso, e a 'sentença de morte, por amor', no terceiro verso. O sentimento contido no primeiro verso, em relação ao contido no terceiro, é
a) mais intenso, mas não desejado.
b) menos intenso, mas fortemente desejado.
c) mais intenso e fracamente desejado.
d) mais intenso e fortemente desejado.
e) menos intenso, mas não desejado.



resposta:[E]

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Os textos apresentados, pertencentes a períodos diferentes da história social e literária portuguesa, têm, em comum, o enfoque das relações do ser humano diante da realidade. Respectivamente, representam
a) visão satírica da existência e do comportamento humano; visão desencantada e pessimista do indivíduo na sociedade; visão perplexa, eufórica, ao mesmo tempo agônica, do indivíduo diante dos tempos modernos.
b) visão eufórica do comportamento humano; visão derrotista do passado; visão agônica do futuro, pelo poeta.
c) visão complacente do diabo, sobre a sociedade portuguesa; visão derrotista do passado; visão alegórica da inutilidade do poeta diante das conquistas tecnológicas.
d) visão sarcástica que os homens fazem de si, na época do trovadorismo português; visão fantasiosa da existência; visão perplexa, mas eufórica, do poeta diante da eletricidade e das máquinas.
e) visão positiva da existência e do relacionamento humano; visão objetiva da sociedade romântica; visão hesitante do mundo moderno.



resposta:[A]

vestibular Unifesp2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:A presença do humor negro e o feitio de poema-piada são traços modernistas de "Pneumotórax". Quando, nesse poema, o médico enuncia a frase "A única coisa a fazer é tocar um tango argentino", o paciente deve entender que
a) não há mais nada que a medicina possa fazer por ele.
b) ainda há solução para o seu problema de saúde.
c) o tango argentino é o processo terapêutico para curá-lo.
d) figurativamente, deverá buscar ajuda com especialistas portenhos.
e) nem a musicoterapia é recomendável para o tratamento de seu problema pulmonar.



resposta:[A]

vestibular Ufpr2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Leia o texto a seguir.

Que há em comum entre o carnavalesco, o técnico de futebol e o marqueteiro político? Primeiro: eles não entram em campo. São, por natureza, profissionais de ensaios e bastidores. Segundo: não se prendem à cor da camisa. Podem defender um time, escola ou candidato hoje, e amanhã o time, escola ou candidato oposto. Terceiro: cada vez mais, roubam o espetáculo. Os imperativos de discrição e de silêncio que seriam de supor em quem ali está para preparar e coordenar o espetáculo, mas não é o espetáculo, têm sido largamente superados pela compulsão da exposição e pela sofreguidão dos egos.
O carnavalesco, até alguns anos atrás, era um desconhecido. Um pobre funcionário de segundo plano, mais desconhecido que a mais humilde das integrantes da ala das baianas, mais ainda que o gari que limpa a pista depois da passagem da escola. Foi então que, em 1976, com um primor de desfile, na Beija-Flor de Nilópolis, e a frase que lhe foi atribuída ("Pobre gosta de luxo. Quem gosta de pobreza é intelectual"), Joãosinho Trinta deu corpo e alma à profissão.
O técnico de futebol nunca foi um desconhecido. Sempre foi profissional prestigiado. Mas era um participante discreto no conjunto do espetáculo. Mais propriamente, era invisível. De uns anos para cá, desde que o técnico foi liberado para ficar junto ao campo e dar instruções durante o jogo, a profissão mudou de natureza. O técnico virou parte do show.
Bem, se os carnavalescos e os técnicos adquiriram tais culminâncias, que dizer dos marqueteiros? Seu prestígio é tal que aumenta a cada dia o reclamo de que Duda Mendonça e Nizan Guanaes se enfrentem diretamente nas urnas. "Chega de intermediários!" Guanaes é um profissional que fez decolar uma candidata com base em uma única qualidade: a de ser mulher. Roseana, diga-se, nesse ponto tem todo o merecimento, pois realmente é mulher. Não está fingindo, como tantos políticos fazem. Já Duda Mendonça foi além do que iria um técnico. Ao mudar de Paulo Maluf para Lula, não é que tenha trocado o Corinthians pelo Palmeiras, o Flamengo pelo Vasco ou o Atlético pelo Cruzeiro. É muito mais. Trocou Deus pelo diabo. Ou o diabo por Deus - decida o leitor quem, entre os destinatários da troca, merece o papel de Deus e quem do diabo.
("Veja", n¡. 1734, jan. 2002.)

Segundo o texto, é correto afirmar:

(01) Os técnicos, os marqueteiros e os carnavalescos têm sido cada vez menos discretos em sua atuação profissional.
(02) Um marqueteiro mudar de Maluf para Lula é mais surpreendente do que um técnico mudar de time.
(04) Joãosinho Trinta foi quem inicialmente chamou a atenção para o trabalho do carnavalesco.
(08) As torcidas sempre puderam observar a participação dos técnicos de futebol em campo.
(16) O fato de Roseana ser mulher foi um obstáculo para o sucesso de sua campanha eleitoral.
(32) O carnavalesco, o técnico e o marqueteiro são fiéis a sua escola, a seu time e a seu político, respectivamente.

Soma ( )



resposta:01 + 02 + 04 = 07

vestibular Ufpr2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso), as alternativas que rescrevem as informações abaixo em um único período, sem alterar-lhes o sentido e de acordo com a língua padrão escrita.

a) Muitos fantasmas ambientais rondam a humanidade no século 21.
b) São exemplos de fantasmas ambientais: o aquecimento global, a destruição das florestas tropicais, o excesso de pesca nos oceanos.
c) A falta de água doce também é um fantasma ambiental do século 21.
d) A falta de água doce está no alto da lista dos fantasmas ambientais, sobretudo nos países em desenvolvimento.

( ) Entre muitos fantasmas ambientais que rondam a humanidade no século 21 - aquecimento global, destruição das florestas tropicais, excesso de pesca nos oceanos -, a falta de água doce está no alto da lista, principalmente nos países em desenvolvimento.

( ) Muitos fantasmas ambientais rondam a humanidade no século 21, estes são o aquecimento global, a destruição das florestas tropicais, o excesso de pesca nos oceanos, inclusive a falta de água doce está no alto da lista, porém nos países em desenvolvimento.

( ) De todos os muitos fantasmas ambientais que rondam a humanidade no século 21, tais como o aquecimento global, a destruição das florestas tropicais e o excesso de pesca nos oceanos, a falta de água doce está no alto da lista, particularmente nos países em desenvolvimento.

( ) A falta de água doce, um dos muitos fantasmas ambientais que rondam a humanidade no século 21 (como o aquecimento global, a destruição das florestas tropicais e o excesso de pesca nos oceanos), é o que está no alto da lista, principalmente nos países em desenvolvimento.

( ) Há muitos fantasmas ambientais, esses fantasmas rondam a humanidade no século 21, são exemplos: o aquecimento global, a destruição das florestas tropicais, o excesso de pesca nos oceanos, e a falta de água doce está no alto da lista, ela está no alto da lista sobretudo nos países em desenvolvimento.

( ) Há muitos fantasmas ambientais rondando a humanidade no século 21, onde o aquecimento global, a destruição das florestas tropicais, o excesso de pesca nos oceanos e a falta de água doce estão no alto da lista, sobretudo nos países em desenvolvimento.



resposta:01 + 04 = 05

vestibular Ufpr2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Qual(is) alternativa(s) rescreve(m) o(s) ditado(s) popular(es) correspondente(s), traduzindo-o(s) de forma correta?

(01) De mau grão, nunca bom pão.
"Não é com coisas ruins que se podem construir coisas boas".
(02) Mais amansa o dinheiro que palavra de cavalheiro.
"É mais fácil conseguir alguma coisa com dinheiro que com palavras gentis".
(04) Quem não se arriscou, nem perdeu nem ganhou.
"Não há quem nunca tenha se arriscado, ou perdido, ou ganhado alguma coisa".
(08) Só não erra quem não faz.
"É preciso fazer alguma coisa para não errar".
(16) Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
"As comadres, quando descobrem as verdades, ficam zangadas".
(32) Atirador que mal atira, pronta já tem a mentira.
"Se alguém não é bom no que faz, já se previne de antemão com justificativas para os erros que poderá cometer".

Soma ( )



resposta:01 + 02 + 32 = 35