Questões de Literatura - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões Literatura

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Os dois textos apresentados, separados no tempo por quase quatrocentos anos (a primeira edição de OS LUSÍADAS é de 1572), revelam características formais típicas de suas respectivas épocas, mas não deixam de apresentar traços em comum. Releia-os com atenção e:

a) mencione duas características formais típicas da modernidade que se observam no poema A ONDA;

b) aponte um procedimento rítmico presente na estrofe de OS LUSÍADAS que é também empregado no poema de Manuel Bandeira.



resposta:a) No poema de Manuel Bandeira há presença dos versos brancos com movimentos ondulatórios nele desenhados pelos versos, e ritmo independente marcado pela paronomásia (jogo de palavras: onda, anda, onde)

b) O tema dos dois poemas centra-se na ONDA. Em "Os Lusíadas", a reiteração se faz pelos termos: fundo profundas, onde, esconde, donde. Em Manuel Bandeira, os sons de onda permeiam todo o poema; com exceção do artigo A.

vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Classicismo e Quinhentismo
pergunta:O poema épico de Camões, entre outros ingredientes da epopéia clássica, apresenta o chamado 'maravilhoso', que consiste na intervenção de seres sobrenaturais nas ações narradas. Quando tais seres pertencem ao universo da Mitologia Clássica, diz-se 'maravilhoso pagão'; quando pertencem ao universo do Cristianismo, diz-se 'maravilhoso cristão'. Com base nesta informação,

a) identifique o tipo de 'maravilhoso' presente na oitava de OS LUSÍADAS;

b) comprove sua resposta com exemplos da própria estrofe.



resposta:a) Trata-se do "maravilhoso pagão", pois há presença de figuras mitológicas.

b) "Netuno mora e moram as jucundas Nereidas e outros Deuses do mar, onde".

vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
pergunta:Apesar de diferentes pelo gênero (poesia e prosa) e de terem seu conteúdo envolto em situações culturais distintas, os dois textos apresentados se assemelham nas ações narradas. A partir deste comentário,

a) descreva a semelhança que há entre os dois textos, no que se refere às ações praticadas pelas personagens;

b) levando em consideração que o ponto de vista narrativo pode realizar-se em primeira ou em terceira pessoa, classifique o narrador de TERCETOS e o de MACUNAÍMA e explique como atuam.



resposta:a) A semelhança entre os dois textos está no fato de um dos companheiros insistir na relação sexual, estimulando o outro a participar.

b) O narrador de "Tercetos" é de primeira pessoa. O amante tenta convencer a amada a prolongar a relação amorosa. Em "Macunaíma", está em terceira pessoa, portanto o narrador observa a cena descrita.

vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
pergunta:Tendo em mente que Olavo Bilac e Mário de Andrade são representantes autênticos, respectivamente, dos estilos parnasiano e modernista,

a) apresente um aspecto do discurso de MACUNAÍMA que possa ser considerado não apenas diferente, mas opositivo ao discurso parnasiano exemplificado pelo poema de Bilac;

b) estabeleça, ainda sob a ótica dos estilos de época, uma diferença entre os dois textos na abordagem do tema do amor.



resposta:a) Em "Macunaíma", há presença da linguagem coloquial, termos regionais e criação de neologismos, o que o distancia do Parnasianismo de Olavo Bilac, cuja formalidade é inteiramente voltada à norma culta.

b) Há um certo decoro no poema de Olavo Bilac ao se referir ao sexo. É o amante que sugere a mulher (relutante e silenciosa) o prolongamento da relação.
Em "Macunaíma", é a mulher que insiste em "brincar" com o herói. A descrição da cena apresenta um apelo despudorado e o clima da relação sexual é explícito.

vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
pergunta:O emprego de certos vocábulos, expressões e frases, tanto em TERCETOS, como em MACUNAÍMA, sugere não apenas o ambiente, o clima e os sentimentos das personagens, mas também o modo de seu relacionamento. Levando em conta este comentário,

a) cite duas frases imperativas de TERCETOS;

b) considerando a função fundamental da frase imperativa no ato de comunicação, aponte o que as frases imperativas desse fragmento têm em comum no que se refere ao relacionamento entre as personagens.



resposta:a) Frases imperativas de TERCETOS:
- "Olha a escuridão que há lá por fora"
- "Espera!"
(Há outras opções).

b) As frases imperativas (próprias da função conativa ou apelativa) explicitam bem a intenção do emissor em prolongar a relação amorosa.

vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Romantismo
pergunta:No trecho de A LUNETA MÁGICA, Simplício, servindo-se de uma oração comparativa, declara que tem "condições naturais ainda mais tristes" do que seu nome. Releia o primeiro parágrafo do trecho e, levando em conta que em todo processo de comparação está implicado uma relação de semelhança ou analogia,

a) aponte, na oração comparativa mencionada, os termos comparados e a palavra que expressa a relação de analogia ou semelhança entre eles;

b) posicione-se criticamente com relação ao conteúdo dessa comparação e demonstre se está fundada em constatações objetivas, ou se decorre de inferências marcadas pela subjetividade do protagonista.



resposta:a) O nome Simplício é comparado às "condições naturais". A palavra que expressa a relação de analogia é o adjetivo "tristes".

b) A comparação está centrada em constatações objetivas. As condições físicas e "morais" de Simplício são associadas ao campo semântico do vocábulo simplício (simplório, simples)

vestibular Unesp2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Romantismo
pergunta:Aludindo ao célebre verso com que o poeta latino Virgílio (70-19 a.C.) inicia a ENEIDA ("Arma virumque cano...": "Eu canto as armas e o herói..."), Luís de Camões inicia o poema épico OS LUSÍADAS com o verso "As armas e os barões assinalados", para anunciar que vai celebrar no poema as façanhas militares ("as armas") de heróicos varões portugueses ("barões assinalados"). Tomando como referência esta observação,

a) demonstre que no trecho de A LUNETA MÁGICA se faz alusão ao primeiro verso de OS LUSÍADAS;

b) explique o efeito irônico obtido pelo narrador com essa referência ao texto de Camões.



resposta:a) Há alusão ao primeiro verso de OS LUSÍADAS, no trecho: "poucos varões assinalados".

b) Em "Os Lusíadas", barões significa "homens notáveis".
No texto de Joaquim Manuel de Macedo, "poucos varões assinalados" há o efeito irônico, pois esses "homens notáveis" não têm inteligência que aparentam ter.

vestibular Ita2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
pergunta:Sobre O ATENEU, de Raul Pompéia, NÃO se pode afirmar que:
a) o colégio Ateneu reflete o modelo educacional da época, bem como os valores da sociedade da época.
b) o romance é narrado num tom intimista, em terceira pessoa.
c) a narrativa expressa um tom de ironia e ressentimento.
d) as pessoas são descritas, muitas vezes, de forma caricatural.
e) são comuns comparações entre pessoas e animais.



resposta:[B]

vestibular Ita2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Sobre MACUNAÍMA, de Mário de Andrade, NÃO se pode afirmar que:
a) A obra apresenta uma mistura de lendas indígenas, crendices, anedotas e observações pessoais da vida cotidiana brasileira.
b) Assim como a personagem Macunaíma passa por uma série de metamorfoses, a linguagem também se transforma ao longo da obra.
c) A personagem Macunaíma sintetiza o caráter nacional brasileiro do início do século.
d) A história se passa inteiramente na floresta Amazônica, onde Macunaíma passa toda sua vida ao lado dos irmãos Maanape e Jiguê.
e) A obra traz para o campo da arte inovações de linguagem, como o ritmo, o léxico e a sintaxe coloquial para a escrita.



resposta:[D]

vestibular Ita2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
- Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
- Olha, agora!
Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante.
(João Guimarães Rosa. MANUELZÃO E MIGUILIM.)

Considere as seguintes afirmações sobre o trecho acima:

I. Na narrativa, transparece o universo infantil, captado pela ótica da criança.
II. Há o uso de recursos lingüísticos, como ritmo, rima e figuras de linguagem, que desfazem as fronteiras entre prosa e poesia.
III. A narrativa reporta ao mundo rústico do sertão pela ótica de um narrador externo à comunidade.

Está(ão) condizente(s) com o trecho:
a) apenas I.
b) apenas II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.



resposta:[E]

vestibular Ita2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Pode-se afirmar que Paulo Honório, personagem de SÃO BERNARDO, de Graciliano Ramos, é descrito como um homem:
a) solidário com seus empregados da fazenda, vítimas das condições naturais do lugar.
b) intolerante com as pessoas que vivem próximas a ele.
c) benevolente com as pessoas do seu convívio diário, apesar do seu comportamento autoritário.
d) indulgente com os empregados da fazenda, já que vê neles a miséria de sua própria existência.
e) condolente com seus empregados, visto que conhece de perto suas dificuldades.



resposta:[B]

vestibular Ita2000
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:O ENGENHEIRO

A Antonio B. Baltazar

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número;
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
(João Cabral de Melo Neto. O ENGENHEIRO.)

NÃO se pode afirmar que o poema:
a) produz o sentido de objetividade e racionalidade.
b) apresenta uma certa precisão geométrica.
c) apresenta princípios prosaicos típicos da poesia do início do século.
d) apresenta forma equilibrada com o uso cuidadoso das palavras.
e) não apresenta descrições intimistas.



resposta:[C]