Banco de dados de questões do vestibular Unifesp2003 - perguntas e respostas comentadas
questões de vestibulares
|
 

Questões Unifesp2003

REF. Pergunta/Resposta
origem:Unifesp
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:
Nas histórias em quadrinhos, geralmente, os balõezinhos contêm os diálogos, falas e monólogos interiores dos personagens. Entre os personagens de Maurício de Sousa, destaca-se o garoto Cebolinha, conhecido por trocar o som do "r" pelo do "l", como fazem muitas crianças. No primeiro e terceiro quadrinhos da primeira tirinha, os balõezinhos, colocados acima da cabeça de Cebolinha, encontram-se vazios. Considerando o contexto, e, inclusive, o último quadrinho, pode-se interpretar que:
a) Cebolinha permaneceu calado, ou não exprimiu pensamentos, nos balõezinhos do primeiro e terceiro quadrinhos. Isto indica sua falta de diálogo com o entediante passarinho.
b) O personagem anuncia em voz baixa, no terceiro quadrinho, que irá declamar uma poesia romântica. Realiza seu desejo, utilizando-se de um megafone, no último quadrinho.
c) Cebolinha emitiu discursos diretos, no primeiro e terceiro quadrinhos. No entanto, o que disse não pôde ser ouvido porque sua voz foi abafada pelas onomatopéias que expressam o piado alto, insistente e perturbador do passarinho.
d) A expressão facial de Cebolinha, no primeiro quadrinho, indica que ele se esqueceu do que iria dizer, no terceiro quadrinho.
e) Os balõezinhos encontram-se vazios porque Cebolinha emitiu frases impróprias, ou não-publicáveis, no primeiro e terceiro quadrinhos. Por isso, sua voz não pode ser ouvida.


resposta:
[C]

origem:Unifesp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Romantismo

pergunta:A "Canção do exílio" é um dos textos mais citados e parodiados da Língua Portuguesa. Os versos
"Teus risonhos lindos campos têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores."
que remetem, de modo flagrante, ao poema de Gonçalves Dias, ocorrem
a) na "Nova canção do exílio", de Carlos Drummond de Andrade, publicada em "A rosa do povo."
b) na letra de "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque.
c) no poema "Canto de regresso à pátria", do modernista Oswald de Andrade.
d) em "Ainda irei a Portugal", de Cassiano Ricardo, um dos líderes da Semana de Arte Moderna.
e) na letra do "Hino Nacional Brasileiro", de Joaquim Osório Duque Estrada, oficializada em 1922.



resposta:
[E]

origem:Unifesp
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:
Observe com atenção a segunda tirinha, na qual também há referências à "Canção do exílio". Caso os balõezinhos dessa tirinha não estivessem com todas as falas dos personagens escritas em letras maiúsculas, a palavra "palmeiras", que aparece em uma frase entre aspas, no segundo quadrinho, deveria ser escrita
a) com inicial maiúscula, por se tratar de um substantivo próprio, nome do famoso time brasileiro de futebol.
b) com inicial minúscula, por se tratar de um substantivo comum, nome da planta referida por Gonçalves Dias, na "Canção do exílio".
c) com inicial maiúscula, por se tratar de um substantivo comum, nome da planta referida por Gonçalves Dias.
d) com inicial minúscula, por se tratar de um substantivo com valor de adjetivo, a designar um time brasileiro de futebol.
e) com inicial minúscula, por se tratar de um substantivo próprio, nome da planta referida na "Canção do exílio".


resposta:
[B]

origem:Unifesp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Romantismo

pergunta:Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. Sua "'Canção do exílio" pode ser considerada tipicamente romântica porque
a) apóia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana; emprega figuras de ornamento, até com certo exagero; evidencia a musicalidade do verso pelo uso de aliterações.
b) exalta terra natal; é nostálgica e saudosista; o tema é tratado de modo sentimental, emotivo.
c) utiliza-se do verso livre, como ideal de liberdade criativa; sua linguagem é hermética, erudita; glorifica o canto dos pássaros e a vida selvagem.
d) poesia e música se confundem, como artifício simbólico; a natureza e o tema bucólico são tratados com objetividade; usa com parcimônia as formas pronominais de primeira pessoa.
e) refere-se à vida com descrença e tristeza; expõe o tema na ordem sucessiva, cronológica; utiliza-se do exílio como o meio adequado de referir-se à evasão da realidade.



resposta:
[B]

origem:Unifesp
tópico:
Estilo

sub-grupo:Figuras de linguagem

pergunta:Entre as figuras de sintaxe, como recursos que um autor emprega para obter maior expressividade, existe a "zeugma". Uma das formas de "elipse", a "zeugma" consiste na supressão de um vocábulo, já enunciado em frase anterior, por estar subentendido. No poema de Gonçalves Dias, a "zeugma" ocorre apenas em
a) Sem qu'inda aviste as palmeiras.
b) Em cismar, sozinho, à noite.
c) As aves, que aqui gorjeiam.
d) Nossa vida mais amores.
e) Nosso céu tem mais estrelas.



resposta:
[D]

origem:Unifesp
tópico:
Estilo

sub-grupo:Versificação

pergunta:Os versos da "Canção do exílio" são construídos nos moldes da redondilha maior, com predominância dos acentos de intensidade nas terceiras e sétimas sílabas métricas. Um verso que não segue esse padrão de tonicidade é
a) Minha terra tem palmeiras;.
b) As aves, que aqui gorjeiam,.
c) Nosso céu tem mais estrelas.
d) Em cismar, sozinho, à noite.
e) Onde canta o Sabiá.



resposta:
[B]

origem:Unifesp
tópico:
Gramatica

sub-grupo:

pergunta:
Nas falas "Minha terra tem Corinthians, onde canta o sabiá!" e "cada um tem o time que quiser!...", da segunda tirinha, os vocábulos em destaques estabelecem, respectivamente, as relações sintático-semânticas de
a) conector de oração adjetiva em relação a "minha terra" e conector de oração adjetiva em relação a "time".
b) conector de oração adverbial em relação a "terra" e conector de oração adjetiva em relação a "time".
c) conector de oração adjetiva em relação a "Corinthians" e conector de oração adjetiva em relação a "cada um".
d) conector de oração adverbial em relação a "Corinthians" e conector de oração adverbial em relação a "um".
e) conector de oração adverbial de lugar em relação a "minha terra" e conector de oração adjetiva em relação a "cada um".


resposta:
[A]

origem:Unifesp
tópico:
Gramatica

sub-grupo:Conjugação

pergunta:
Na frase "Cada um tem o time que quiser", da segunda tirinha, o verbo QUERER se apresenta conjugado:
a) no infinitivo impessoal.
b) no modo subjuntivo, tempo pretérito imperfeito, primeira pessoa do singular.
c) no modo indicativo, tempo futuro do pretérito, terceira pessoa do singular.
d) no modo subjuntivo, tempo futuro, terceira pessoa do singular.
e) no infinitivo pessoal, terceira pessoa do singular.


resposta:
[D]

origem:Unifesp
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Um texto pode se revelar, na forma e/ou no conteúdo, como absorção e transformação de um ou mais textos. Por isto, quando ele é lido, algumas de suas partes podem lembrar o que já foi lido em outro(s) texto(s). A essa relação de semelhança e superposição de um texto a outro dá-se o nome de "intertextualidade". Inúmeros autores extraem desse procedimento interessantes efeitos artísticos. Comparando-se a primeira estrofe de "Cálice" com o texto bíblico, pode-se afirmar corretamente que
a) ocorre intertextualidade porque a estrofe contém, na forma e no conteúdo, parte da passagem evangélica.
b) não há intertextualidade porque, na estrofe, foi omitida a outra frase atribuída a Jesus.
c) não há intertextualidade porque, na estrofe, não há menção ao sentido condicional presente na primeira frase atribuída a Jesus.
d) ocorre intertextualidade, mas apenas quanto aos elementos morfossintáticos da frase atribuída a Jesus.
e) não há intertextualidade porque a estrofe transforma, semanticamente, a passagem evangélica, dando-lhe uma conotação política.



resposta:
[A]

origem:Unifesp
tópico:
Gramatica

sub-grupo:

pergunta:Os três primeiros versos de "Cálice" apresentam a mesma estrutura sintática, cujos elementos constitutivos são, na seqüência,
a) um sujeito, PAI; um verbo no presente do indicativo, na segunda pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.
b) um vocativo, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no presente do indicativo, na terceira pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.
c) uma interjeição de chamamento, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no presente do indicativo, na terceira pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.
d) um vocativo, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no imperativo afirmativo, na segunda pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.
e) um vocativo, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no presente do subjuntivo, na terceira pessoa do singular, AFASTA; adjunto adnominal de posse, DE MIM; sujeito, ESSE CÁLICE.



resposta:
[D]

origem:Unifesp
tópico:
Fonetica

sub-grupo:

pergunta:Na língua portuguesa escrita, quando duas letras são empregadas para representar um único fonema (ou som, na fala), tem-se um "dígrafo". O dígrafo só está presente em todos os vocábulos de
a) Pai, minha, tua, esse, tragar.
b) afasta, vinho, dessa, dor, seria.
c) queres, vinho, sangue, dessa, filho.
d) esse, amarga, Silêncio, escuta, filho.
e) queres, feita, tinto, Melhor, bruta.



resposta:
[C]

origem:Unifesp
tópico:
Gramatica

sub-grupo:

pergunta:A frase "Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita!" contém dois conectivos adversativos. O conectivo MAS estabelece coesão entre a oração "a tua [vontade] seja feita" e a oração "não [seja feita] a minha vontade". O conectivo CONTUDO estabelece coesão entre
a) a oração implícita "[se não queres]" e a oração "não [seja feita] a minha vontade".
b) a oração "se queres" e a oração "não [seja feita] a minha vontade".
c) a oração "afasta de mim este cálice!" e a oração "a tua [vontade] seja feita".
d) a oração implícita "[se não queres]" e a oração "a tua [vontade] seja feita".
e) a oração "a tua [vontade] seja feita" e a oração "não [seja feita] a minha vontade".



resposta:
[A]

 


Próxima Página »

Página 1 de 3