Questões de história
Origem:
(Ufmg-2005) Em 2004, a Escola de Samba Mangueira, em sintonia com as políticas de recuperação do eixo turístico mineiro, escolheu como enredo a Estrada Real. É CORRETO afirmar que essa Estrada era um conjunto de caminhos que ligava Minas Gerais
a) às Capitanias de São Paulo e Rio de Janeiro e, por eles, chegavam as mercadorias destinadas ao consumo da população e escoavam os impostos cobrados sobre a produção aurífera.
b) às Capitanias do sul do Brasil, de onde chegava a carne seca, base da alimentação dos escravos, e, por eles, circulavam os tropeiros, responsáveis por todo o comércio interno, com suas tropas de muares.
c) ao Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo e, por eles, as safras de café produzidas nesses estados escoavam até o porto de Santos, para serem exportadas.
d) à Bahia e, por eles, também conhecidos como Caminho Velho, desciam as tropas de gado e os escravos que abasteciam as populações ocupadas na exploração aurífera e diamantífera.
resposta:[A]
(Ufmg-2005) Leia este trecho: De acordo com um documento de 1781, era a Capitania de Minas Gerais povoada "de mineiros, negociantes e oficiais de diferentes ofícios". Os mineiros eram os que davam maior lucro à Coroa, em razão dos quintos, mas eram os "mais pensionados, pelas grandes despesas que fazem em escravos, ferro, aço, pólvora e madeiras, tudo indispensável para a laboração de suas feitorias". Os roceiros e fazendeiros ocupavam-se das suas culturas e da criação de gado, pagando dízimo de sua produção. Os negociantes, por sua vez, eram "utilíssimos", deles redundando a "S. Majestade a utilidade do contrato das entradas". Finalmente, "os mais povos das minas se ocupa cada um no exercício que têm, e dão a Sua Majestade a utilidade conforme o uso de seu viver, ainda que haja muitos vadios, e pela sua vadiação, chegam a ser facinorosos e homicidas, o que não aconteceria se houvesse modo de os reprimir e conservar debaixo de uma rigorosa sujeição, porém, como nas minas têm os seus habitantes a liberdade de darem de comer a todos aqueles, que às horas o procuram, dão assim causa a muitas desordens". Descrição Geographica, topographica, histórica e política da Capitania de Minas Geraes. "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro". 71 (1908). p. 190. (Adaptado) A partir das informações contidas nesse trecho de documento, é CORRETO afirmar que
a) os roceiros e fazendeiros, ocupados com suas terras de plantar e de criar, eram isentos do pagamento de impostos, o que lhes possibilitava um lucro maior que o dos mineradores.
b) os segmentos da sociedade mineira dedicados a outros negócios e ofícios, além dos de minerar, plantar e criar, não geravam riquezas para Portugal, porque não pagavam os direitos de entrada na Capitania.
c) os vadios, que tendiam, em razão do seu ócio, a se tornar malfeitores, eram perseguidos pela população e duramente reprimidos pelas autoridades, que temiam a generalização das desordens nos núcleos urbanos.
d) os mineradores, responsáveis por grandes investimentos na atividade de extração do ouro, eram aqueles que, por meio do pagamento do quinto, mais contribuíam para o enriquecimento do Real Erário.
resposta:[D]
(Ufpe-2005) A presença holandesa no Brasil colonial é tema que se destaca nos estudos historiográficos. Sobre o governo de Nassau (1637-44) e sua época, sempre surgem comentários e debates; porém, podemos afirmar que:
a) a recuperação da autonomia política de Portugal, nesse período, deu mais condições para este país desenvolver relações com os holandeses no Brasil.
b) Nassau não teve qualquer conflito com os nativos; apenas se desentendeu com o comando europeu da Companhia das Índias.
c) a atuação de Nassau em nada modificou as relações dos holandeses com os senhores de engenho, fracassando, porém, na expansão militar e na exportação de açúcar.
d) sua administração se restringiu a fazer benefícios à parte central do Recife, onde habitava com a sua família e onde construiu as obras mais importantes.
e) não houve na sua administração nenhuma preocupação com as conquistas militares; seus interesses se voltavam sobretudo para a arte renascentista.
resposta:[A]
(Ufpe-2005) A colonização portuguesa fez-se sob a tutela dos princípios econômicos mercantilistas, que priorizavam a atuação do Estado e destacavam o metalismo. No Brasil, houve participação de companhias de comércio com a finalidade de agilizar os negócios metropolitanos. Essas companhias:
a) no século XVIII, tiveram apoio do Marquês de Pombal, que era o secretário do rei D. José I.
b) restringiram suas atividades à importação do algodão e do café no século XVIII.
c) tentaram livrar, no século XVIII, a economia do monopólio do açúcar, incentivando a livre concorrência.
d) tiveram êxito nas suas tentativas de dinamizar o comércio colonial do Sudeste, no século XVII.
e) restringiram-se ao comércio do algodão, sendo extintas no século XVII.
resposta:[A]
(Ufg-2005) Depois de longas disputas entre a atual Argentina e o Brasil por questões de fronteira na região do rio da Prata, entre 1821 e 1828, a atual República Oriental do Uruguai foi anexada ao Império do Brasil, como Província Cisplatina. No que se refere à constituição das fronteiras no Sul do país, analise dois interesses brasileiros presentes no conflito com a Argentina.
resposta:
(Uerj-2004)
(SCHWARCZ, Lilia M. As barbas do imperador. São Paulo: Companhia de Letras, 1998.) O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera? (ALENCAR, José de. Prefácio a Sonhos d ouro, 1872.) A questão colocada pelo autor aponta para a necessidade da construção de uma identidade própria para o Brasil em oposição a tudo aquilo que tinha origem em Portugal. Era preciso, ao longo do Segundo Reinado (1831-1889), criar o sentido de Brasil, através da história e da literatura, como se vê na gravura em que Pedro II é coroado por um indígena representando o Império do Brasil.
a) Aponte duas ações realizadas pelo poder central, neste período, que contribuíram para a construção da nacionalidade brasileira.
b) Explique como, no Brasil, o Romantismo foi um instrumento que contribuiu para a consolidação do projeto de construção de uma identidade nacional.
resposta:
(Uerj-2004) A concentração de imigrantes pobres nas cidades confunde aqueles que contavam utilizar a imigração branca para "civilizar" o país. Torna-se evidente uma realidade social (...): a existência de europeus pobres, nivelados ao estatuto dos escravos de ganho e do eito, exercendo atividades insalubres e personificando formas de decadência social que pareciam estar reservadas aos negros. (ALENCASTRO, L. F. de e RENAUX, M. L. Caras e modos dos migrantes e imigrantes. In: ALENCASTRO, L. F. de (org.). História da vida privada no Brasil. Império: a Corte e a modernidade nacional. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.) Em meados de fevereiro, o Ministério do Interior da França divulgou um projeto de lei visando a endurecer as condições de entrada e permanência de estrangeiros. Ora, todo o indivíduo que solicita um visto para a França é tratado como um imigrante clandestino em potencial, sobretudo, se ele é originário de um país pobre. (MASCHINO, Maurice T. Le Monde Diplomatique, 08/03/2003. Original francês.) Apesar de retratarem conjunturas históricas distintas, os textos abordam alguns problemas relativos à questão da imigração. No primeiro caso, no último quartel do século XIX, no Brasil, o imigrante era tratado quase como um "escravo branco". No segundo caso, nos dias de hoje, os países desenvolvidos dificultam a entrada de estrangeiros.
a) Descreva um fator que favoreceu a saída de europeus de sua pátria a fim de buscarem novas oportunidades na América, a partir de meados do século XIX.
b) Justifique por que, nos dias de hoje, um indivíduo, principalmente se originário de um país pobre, é tratado, nos países industrializados, como um imigrante clandestino em potencial.
resposta:
(Uerj-2004)
(Caricatura de Angelo Agostini (1888). In: NABUCO, Joaquim. Um estadista do Império. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.) A caricatura acima procura demonstrar o clima político existente no final do império do Brasil, quando da abolição da escravatura em 1888. A melhor interpretação da conjuntura política, que levou à deposição do imperador Pedro II, é:
a) existência de conflitos entre republicanos e militares, que possuíam uma posição antiabolicionista
b) tensões nos setores pobres e excluídos da população urbana, que temiam o retorno da escravidão com a República
c) perda de apoio de parte das elites proprietárias de escravos e terras, que se sentiu traída pela abolição da escravatura
d) críticas da imprensa abolicionista e republicana, que responsabilizava os proprietários de terras pela manutenção da escravidão
resposta:[C]
(Ufes-2004) "Senhores da Assembléia Legislativa Provincial, Desejarão, senhores, entregar ao esquecimento os dolorosos eventos que abalaram a paz e a tranqüilidade da província, desde o próximo passado mês de novembro. Naqueles dias, rebeldes haviam embebido nos ânimos das classes menos pensadoras sentimentos próprios para levá-las ao exaltamento. Sob o pretexto da demissão do ministério de 31 de março, substituído por um gabinete que fez renascer o programa de tolerância e justiça no Império, os revoltados julgaram que era chegada a ocasião de colocar em prática nefandos projetos. O primeiro sinal da revolta apareceu na Vila do Pão de Alho em fins de outubro, tentando o próprio comandante do destacamento da polícia sublevá-lo. Em Olinda, marchando para fora da cidade, uma parte da guarda nacional aliciada e comandada por seus próprios chefes foi ocupar a Vila de Iguarassú. Os diretores do movimento davam incremento à insurreição por todos os meios, fazendo em seu delírio gemer a imprensa com as mais audaciosas e imorais publicações, a ponto de apregoar dentro da própria Capital, onde abundavam os elementos da desordem! Recife, 10 de abril de 1849. Manuel Vieira Tosta" (RELATÓRIO do Presidente de Província de Pernambuco. Recife: Typografia de M. F. de Faria, 1849. http//www.brazil.crl.edu/bsd/bsd/u2362/000002.hmtl. Acesso em: 19 ago 2003. Adaptado) No relato sobre a Revolução Praeira acima reproduzido, é possível identificar como uma importante razão do movimento a
a) atuação da imprensa conservadora de Recife.
b) exoneração do gabinete conservador.
c) agitação dos escravos malês.
d) extinção da Guarda Nacional por Feijó.
e) demissão do Ministério liberal.
resposta:[E]
(Ufes-2004) Observe o mapa e o texto a seguir e responda: Produção de Açucar e de Café - 1873
"No centro da Província - capital e periferia - observa-se, no período de 1852 e 1873, a substituição da cultura canavieira, bem como um avanço da cultura cafeeira em direção a outras áreas. Ao sul, nos vales do Itapemirim e Itabapoana, porém, o processo foi muito mais agressivo". (ALMADA, Vilma Paraíso Ferreira de. "Escravismo e transição": o Espírito Santo - 1850-1888. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 65) No sul do Espírito Santo, a cultura cafeeira recebeu um maior impulso porque se tornou uma extensão do plantio mais antigo e próspero de uma região vizinha, conhecida como:
a) Recôncavo Baiano.
b) Triângulo Mineiro.
c) Oeste Paulista.
d) Plataforma de Campos.
e) Vale do Paraíba.
resposta:[E]
(Uff-2004) Maior conflito armado da América do Sul, a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870, é considerada por muitos historiadores como o desfecho trágico das lutas travadas entre Portugal e Espanha e depois entre o Brasil e as repúblicas hispano-americanas, pela hegemonia da região do Prata.
a) Caracterize a economia do Paraguai às vesperas do conflito.
b) Explique uma das conseqüências da guerra na consolidação do exército brasileiro.
resposta:
(Uff-2005) O colono Thomas Davatz escreveu, numa fazenda de café paulista, em meados do século XIX, "O caso do Brasil é o de um país que já perdeu todo o crédito. E o castigo que merece tal país é, nem mais nem menos, do que a retirada de todos os colonos que lá se acham e a supressão do tráfico brasileiro de braços europeus". (DAVATZ, Thomas. "Memórias de um Colono no Brasil". SP, Martins-Edusp, 1972) O autor, ele mesmo um colono estrangeiro que trabalhou na atividade cafeeira, está denunciando, através de seu texto:
a) que os fazendeiros brasileiros, em geral, praticavam o tráfico de escravos europeus, após 1831;
b) as péssimas condições de vida dos colonos italianos que vieram para as grandes fazendas de café de São Paulo, após a adoção da imigração subvencionada pelo governo provincial;
c) que o Brasil é um país que perdeu todo o seu crédito, porque os cafeicultores do Oeste Novo paulista não pagavam a seus colonos pelos serviços prestados;
d) as péssimas condições de vida e de trabalho dos estrangeiros que vieram trabalhar nas colônias de São Paulo, em parceria com os proprietários de terra, onde eram tratados com desrespeito e viviam em crescente endividamento com os fazendeiros que os contratavam;
e) que a vinda de imigrantes para o trabalho nas lavouras do Brasil, em geral, e na cafeicultura paulista, em particular, era inadequada por sua inadaptação às condições climáticas e ao convívio com os escravos.
resposta:[D]
(Uff-2005) "Em meados do século XIX (...) o Império ingressou numa era de mudanças relacionadas à própria expansão do capitalismo. Os ventos do progresso começaram a chegar ao país, atraídos pelas possibilidades de investimentos e lucros em setores ainda inexplorados" (NEVES, Lucia e MACHADO, Humberto. "O Império do Brasil". Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999, p.313) Assinale a opção que melhor identifica a noção de "progresso", construída na segunda metade do século XIX, no Brasil.
a) Os mocambos eram palácios inspirados no estilo europeu e expressavam o ideal de riqueza e progresso da elite imperial.
b) A rodovia era considerada o símbolo do progresso porque diminuía as distâncias entre as áreas produtoras e o mercado interno de produtos agrícolas.
c) A descoberta de ouro e diamante, em Minas Gerais, deu concretude à noção de progresso do Império Brasileiro.
d) A construção das ferrovias, na segunda metade do século XIX, significou a consolidação de empresas capitalistas subordinadas aos interesses escravistas dos produtores de café.
e) A imagem da capital "civilizada" com seus salões e clubes deu a São Paulo o status do lugar de diversão e entretenimento da "boa sociedade".
resposta:[D]
(Ufg-2005)
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. (Coord.) "História da vida privada no Brasil". São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 2. p. 19. Essa foto do final do século XIX é um documento demonstrativo do direito de propriedade de pessoas na ordem escravista e expressa diferença social ao enfocar
a) seis personagens trajados com roupas de tonalidades e modelos diferenciados.
b) um homem negro à esquerda do homem branco, com penteado semelhante ao de seu senhor.
c) o último homem à direita do homem branco, com instrumento de trabalho, diferenciando-se dos demais.
d) um homem à direita e outro à esquerda do senhor, fotografados com posturas corporais diferentes.
e) o homem branco, em primeiro plano, destacando-se dos cinco homens negros descalços.
resposta:[E]
(Ufg-2005) Durante o 2.o Reinado, as relações entre o Brasil e a Inglaterra ficaram tensas. Nesse clima, a Questão Christie (1863) foi deflagrada pela
a) resistência das elites escravistas brasileiras em extinguir o tráfico de africanos, gerando descontentamento entre os diplomatas ingleses.
b) decisão do governo brasileiro de não renovar o tratado de comércio com a Inglaterra, favorecendo a situação financeira do governo imperial.
c) aprovação da lei Bill Aberdeen pelo Parlamento inglês, proibindo o tráfico de escravos no Atlântico, sob pena da apreensão de navios negreiros.
d) pilhagem da carga de um navio inglês naufragado no Brasil e pelo aprisionamento, pela Inglaterra, de navios brasileiros no Rio de Janeiro.
e) instabilidade nas relações comerciais do Brasil com a Inglaterra, decorrente da entrada de produtos industrializados, principalmente dos Estados Unidos.
resposta:[D]
(Uff-2004) Nas primeiras décadas do século XIX, ocorreu uma verdadeira "redescoberta do Brasil", como identificou Mary Pratt, graças à ação de inúmeros Viajantes europeus, bem como às Missões Artísticas e Científicas que percorreram o território, colhendo diversas informações sobre o que aqui existia. Foram registrados os diversos grupos humanos encontrados, legando-nos um retrato de diversos tipos sociais. Rica e fundamental foi a descrição que fizeram da Natureza, revelando ao mundo diferenciadas flora e fauna. Entretanto, até o início dos oitocentos, os estrangeiros foram proibidos de percorrer as terras brasileiras, e eram quase sempre vistos como espiões e agentes de outros países. O grande afluxo de artistas e cientistas estrangeiros ao Brasil está ligado:
a) à política joanina, no sentido de modernizar o Rio de Janeiro, inclusive com o projeto de criar uma escola de ciências, artes e ofícios;
b) à pressão exercida pela Inglaterra, para que o governo de D. João permitisse a entrada de cientistas e artistas no Brasil;
c) à transferência da capital do Império Português de Salvador para o Rio de Janeiro, modificando o eixo econômico da Colônia;
d) à reafirmação do pacto colonial, em função das proposições liberais da Revolução do Porto;
e) à política de vários países europeus, que buscavam ampliar o conhecimento geral sobre o mundo, na esteira do humanismo platônico.
resposta:[A]
(Ufpe-2005) A luta para construir a autonomia política do Brasil contou com várias rebeliões, em que se destacaram reflexões sobre a questão da escravidão, que tanto atingiu a nossa história. Os escravos foram decisivos para a produção da riqueza social e sofreram com a exploração política e física dos seu senhores. Sobre a luta contra a escravidão no Brasil, podemos afirmar que:
a) não houve resistências dos grandes proprietários, preocupados apenas com os lucros da exportação de seus produtos.
b) a Revolta dos Alfaiates, na Bahia, mostrou-se contra a escravidão e teve apoio da população mais pobre de Salvador.
c) todas as rebeliões políticas do século XVIII foram claramente contra a escravidão; sobretudo, as que ocorreram em Pernambuco.
d) a vinda das idéias liberais para o Brasil em nada contribuiu para o fim da escravidão no século XIX.
e) o fim do tráfico em 1850 não teve relação com a luta contra a escravidão, não abrindo, pois, espaços para novas reivindicações de liberdade.
resposta:[B]
(Uerj-2004) A centralização (...) é a unidade da Nação e a unidade do poder. É ela que leva às extremidades do corpo social aquela ação que, partindo do seu coração e voltando a ele, dá vida ao mesmo corpo. Visconde do Uruguai. Ensaio sobre o Direito Administrativo, 1862. (CARVALHO, José Murilo de (org.). Visconde do Uruguai. São Paulo: Editora 34, 2002.) O texto acima demonstra um dos fundamentos da estrutura política do Império do Brasil, que se pautava na associação entre poder forte e manutenção da unidade territorial. Esse projeto político foi primeiramente formulado e defendido, sobretudo, pelos:
a) Luzias
b) Saquaremas
c) Republicanos
d) Liberais Radicais
resposta:[B]
(Uff-2004) O Período Regencial, compreendido entre 1831 e 1840, foi marcado por grande instabilidade, causada pela disputa entre os grupos políticos para o controle do Império e também por inúmeras revoltas, que assumiram características bem distintas entre si. Em 1838, eclodiu, no Maranhão, a Balaiada, somente derrotada três anos depois. Pode-se dizer que esse movimento:
a) contou com a participação de segmentos sertanejos - vaqueiros, pequenos proprietários e artesãos - opondo-se aos bem-te-vis, em luta com os negros escravos rebelados, que buscavam nos cabanos apoio aos seus anseios de liberdade;
b) foi de revolta das classes populares contra os proprietários. Opôs os balaios (sertanejos) aos grandes senhores de terras em aliança com escravos e negociantes;
c) foi, inicialmente, o resultado das lutas internas da Província, opondo cabanos (conservadores) a bem-te-vis (liberais), aprofundadas pela luta dos segmentos sertanejos liderados por Manuel Francisco dos Anjos, e pela insurreição de escravos, sob a liderança do Negro Cosme, dando características populares ao movimento;
d) lutou pela extinção da escravidão no Maranhão, pela instituição da República e pelo controle dos sertanejos sobre o comércio da carne verde e da farinha - então monopólio dos bem-te-vis -, sendo o seu caráter multiclassista a razão fundamental de sua fragilidade;
e) sofreu a repressão empreendida pelo futuro Duque de Caxias, que não distinguiu os diversos segmentos envolvidos na Balaiada, ampliando a anistia decretada pelo governo imperial, em 1840, aos balaios e aos negros de Cosme, demonstrando a vontade do Império de reintegrar, na vida da província, todos os que haviam participado do movimento.
resposta:[C]
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