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Questões de história

Origem:

(Uerj-2004) Ao longo dos primeiros duzentos anos de dominação colonial, os espanhóis desenvolveram um setor mineiro que permitiu a manutenção da economia metropolitana (...). Os enclaves necessitavam de grande quantidade de mão-de-obra indígena que, recrutada por sorteio, era encaminhada periodicamente às minas, retornando a seguir às comunidades de origem para ser substituída por novos contingentes requisitados de igual maneira. (PINSKY, Jaime (coord.). História da América: através de textos. Campinas: Editora da Unicamp, 1986.) O texto acima descreve a seguinte forma de trabalho nativo utilizada pelos espanhóis na América:
a) hacienda
b) encomienda
c) contratación
d) repartimiento

resposta:[D]



(Uerj-2004) O texto a seguir se refere ao período do início da transição do feudalismo para o capitalismo. A expansão navegadora que decorreu do desenvolvimento mercantil ao fim do medievalismo é contemporânea da cisão religiosa definida com a Reforma. Como aquela expansão foi capitaneada pelas nações católicas, "colonização" e catequese religiosa confundiram-se. SODRÉ, N. W. "Síntese de História da Cultura Brasileira". Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. 19. ed., p.15. A articulação entre catequese e colonização na América acima descrita pode ser entendida
a) pelo interesse do colonizador europeu em conquistar a confiança do ameríndio, conhecedor dos caminhos que levaram às minas de metais preciosos existentes em toda a região continental americana.
b) como uma preocupação quanto ao risco de influência das religiões dos africanos, trazidos à América para o trabalho escravo, sobre os ameríndios, afastando-os da "verdadeira" religião (cristã).
c) pela busca da melhoria do trabalho do ameríndio através da influência de uma cultura superior (a européia), o que garantiria uma possibilidade de ascensão social do indígena a médio ou longo prazo.
d) como resultado de um conflito entre Igreja Católica e os governantes dos Estados Modernos europeus, todos em busca de afirmação política e econômica, apresentando assim antagonismos inconciliáveis.
e) pela fusão de interesses nem sempre pacíficos dos Estados colonizadores e da Igreja Católica visando, entre outros objetivos, à maior exploração do "gentio" e seu afastamento da pregação reformista.

resposta:[E]



(Uff-2004) "(...) se a região [colonial] possui uma localização espacial, este espaço já não se distingue tanto por suas características naturais, e sim por ser um espaço socialmente construído, da mesma forma que, se ela possui uma localização temporal, este tempo não se distingue por sua localização meramente cronológica, e sim como um determinado tempo histórico, o tempo da relação colonial. Deste modo, a delimitação espácio-temporal de uma região existe enquanto materialização de limites dados a partir das relações que se estabelecem entre os agentes, isto é, a partir de relações sociais. (Ilmar Rohloff de Mattos. O Tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, Brasília: INL, 1987, p.24) A partir do texto, podemos entender que a empresa colonial é produtora de uma região e de um tempo coloniais, definidos pelas relações sociais construídas por suas características internas e pela maneira como se relaciona com o que se situa fora dessa mesma região colonial. A Afro-América, produto da ocupação do Novo Mundo, principalmente por portugueses, espanhóis e ingleses, pode ser compreendida, nessa perspectiva, como um conjunto de:
a) economias subordinadas ao mercado mundial capitalista e à lógica do capital industrial, garantindo a penetração do capitalismo no continente americano, o que explica a rápida industrialização ocorrida no século XIX, como desdobramento da revolução industrial;
b) sociedades que reproduziam as existentes nas metrópoles, podendo ser compreendidas a partir da substituição do trabalho compulsório das relações feudais pelo "trabalho livre";
c) economias surgidas na lógica do mercantilismo, no caso da Inglaterra, e do feudalismo, nas colônias ibéricas, sendo o comércio a principal preocupação dos britânicos, enquanto os governos de Portugal e Espanha privilegiavam a expansão do poder da Igreja;
d) sociedades com organização sócioeconômica diferente da existente nas metrópoles, tendo na exploração do trabalho escravo a base da produção da riqueza, que era, em grande parte, transferida para as metrópoles, segundo a lógica do capital comercial;
e) economias baseadas na monocultura de produtos de grande demanda na Europa, gerando uma sociedade polarizada entre Senhores e Escravos, não possibilitando a formação de um mercado interno e o surgimento de outras classes sociais.

resposta:[D]



(Ufg-2004) Com a conquista da América espanhola, a Igreja Católica impôs aos povos conquistados os referenciais simbólicos cristãos. Essa imposição religiosa resultou na transformação dos valores culturais dos povos conquistados, que pode ser identificada na
a) projeção do imaginário da Reconquista Ibérica (processo de expulsão dos sarracenos) que concebe os ameríndios como mouros infiéis na América.
b) adoração dissimulada de deusa asteca no culto à Nossa Senhora de Guadalupe, atual padroeira do México.
c) reformulação das idolatrias indígenas associadas às práticas antropofágicas e à invocação do diabo pela Igreja Católica.
d) conversão dos sacerdotes indígenas aos ensinamentos evangélicos como condição da sua permanência na liderança espiritual.
e) aceitação dos valores cristãos trazidos pelos missionários e pelo colonizador, como forma de garantir a sobrevivência cultural.

resposta:[B]



(Ufmg-2005) Leia este trecho: ... não somos índios nem europeus, mas uma espécie intermediária entre os legítimos proprietários do continente e os usurpadores espanhóis: em suma, sendo americanos por nascimento e nossos direitos os da Europa, temos de disputar estes aos do país e mantermo-nos nele contra a invasão dos invasores - encontramo-nos, assim, na situação mais extraordinária e complicada. BOLÍVAR, Simón. "Carta de Jamaica", 1815. Ao escrever esse texto, o autor refere-se à situação ambígua dos
a) criollos, formados na tradição européia, mas identificados com o Novo Continente.
b) escravos negros americanos, que perderam seus laços culturais com a África.
c) mulatos libertos nascidos na América, divididos entre diferentes tradições culturais.
d) cholos, indígenas educados por europeus, afastados das suas raízes identitárias originais.

resposta:[A]



(Ufpe-2005) A colonização dos povos da América envolveu conflitos culturais e embates militares expressivos. Com relação à conquista dos astecas, feita pelos espanhóis, podemos afirmar que:
a) a atuação militar dos espanhóis foi que decidiu a derrota dos astecas, devido à fragilidade do seu exército e à sua desorganização política.
b) a grandiosidade dos astecas impressionou os conquistadores espanhóis, sobretudo, o comandante Fernão Cortez.
c) apesar de sua riqueza, os astecas não tinham conquistas culturais que impressionassem os europeus; eram apenas bons artesãos.
d) a vitória de Cortez expressou, na época dos grandes descobrimentos, a força imbatível do exército espanhol, aliado dos portugueses na colonização da América.
e) essa conquista trouxe riquezas para o conquistador Fernão Cortez, rico comerciante de minérios da época; contudo, as vantagens para o domínio espanhol na América foram insignificantes.

resposta:[B]



(Uerj-2004) Em 11 de setembro de 2003, as diversas manchetes de jornais e revistas lembravam dois acontecimentos históricos marcantes ocorridos, alguns anos atrás, nessa data. Em 11 de setembro de 1973 - 30 anos - "o medo de carne e osso, em Santiago", e em 11 de setembro de 2001 - 2 anos - "o medo invisível em Nova York", como noticiava o jornal O Globo. Apesar de distintos no tempo, tais acontecimentos estão ligados, de algum modo, ao terrorismo. No passado, o terrorismo militar, e no presente, o terrorismo internacional.
a) Cite e explique um fator que contribuiu para o golpe militar que, em 11 de setembro de 1973, derrubou Salvador Allende, presidente do Chile, eleito democraticamente.
b) Os atentados de 11 de setembro sofridos pelos Estados Unidos representaram um marco na ordem política internacional. Justifique esta afirmativa.

resposta:



(Uerj-2004) O caminho para a revolução pela longa guerra de guerrilha foi descoberto um tanto tardiamente pelos revolucionários sociais do século XX (...). A própria palavra "guerrilha" não fazia parte do vocabulário marxista até depois da Revolução Cubana de 1959. (HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.) A guerrilha foi fundamental para a vitória, em Cuba, no ano de 1959, do Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel Castro e Che Guevara. O grupo revolucionário cubano fez a opção por essa estratégia por acreditar que:
a) a adesão ao comunismo impunha a luta direta contra o poder estabelecido
b) a ocupação militar norte-americana anulava outras formas de luta contra a elite política
c) a ditadura instalada no país eliminava a possibilidade de uma oposição ao regime por via legal
d) o nacionalismo pequeno-burguês impedia a presença das camadas populares nos partidos de oposição à ditadura

resposta:[C]



(Uerj-2004) ÓPERA (...) O sol nasceu No mar de Copacabana Pra quem viveu Só de café e banana Tem gilete, Kibon Lanchonete, Neon Petróleo Cinemascope, sapólio Ban-lon Shampoo, tevê Cigarros longos e finos Blindex fumê Já tem Napalm e Kolinos Tem cassete e rai-ban Camionete e sedan Que sonho Corcel, Brasília, plutônio Shazam Que orgia Que energia Reina a paz No meu país Ai, meu Deus do céu Me sinto tão feliz. Chico Buarque/1977-1978 Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque. (www.chicobuarque.com.br) A letra de Chico Buarque de Holanda ironiza a intervenção imperialista que, na América Latina, no século XIX, havia se caracterizado, prioritariamente, por:
a) implantação de um modelo de desenvolvimento industrial, utilizando as multinacionais e gerando dependência econômica
b) exploração das ferrovias, unificando o mercado consumidor interno e facilitando o transporte das manufaturas importadas
c) estabelecimento de protetorados, favorecendo interesses econômicos e instituindo o domínio político de potências capitalistas
d) dominação das áreas comercial e financeira, investindo capitais no setor de serviços urbanos e ampliando os empréstimos públicos

resposta:[D]



(Uerj-2004) TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

(VIZENTINI, Paulo G. F. A nova ordem global. Porto Alegre: UFRGS, 1996.) A partir da década de 1990, em um novo cenário mundial, o tráfico internacional de drogas transformou-se em uma das principais preocupações da política externa dos EUA em relação aos países da América Latina. Um dos motivos para a existência desse problema em países latino-americanos e a solução proposta pelos EUA são:
a) falência da autoridade estatal - convênios entre as forças armadas
b) predomínio de vastas áreas desabitadas - restrições à imigração de latinos
c) retorno a governos ditatoriais - empréstimos para melhoria da infra-estrutura pública
d) abandono das populações indígenas pelo poder público - acordos na área da educação

História (não classificadas)

resposta:[A]



(Ufes-2004) Ao assumir a presidência dos Estados Unidos, em 1961, o candidato democrata John Fitzgerald Kennedy viu-se compelido, devido à vitória da Revolução Cubana, a reforçar o sistema pan-americano de modo a preservar a hegemonia norte-americana sobre o continente e impedir o avanço do comunismo. Com esse propósito, convocou-se a Conferência Econômica e Social de Punta del Este, em agosto de 1961, ocasião em que foram fixadas diversas diretrizes, visando ao desenvolvimento da América Latina, com a previsão de um volume de investimentos externos da ordem de 20 bilhões de dólares, a serem desembolsados num prazo de dez anos. Esse projeto desenvolvimentista para a América Latina, gerenciado pelos E.U.A. e fruto da nova política externa implementada pelo governo Kennedy no contexto da Guerra Fria, ficou conhecido como
a) Nova Fronteira.
b) Aliança para o Progresso.
c) Grande Estratégia.
d) Política da Boa Vizinhança.
e) Teoria da Contra-Insurgência.

resposta:[B]



(Ufg-2004) As décadas de 1960 e de 1970, na América Latina, foram marcadas por ditaduras civis e militares. A nova ordem política legitimava-se em nome dos princípios da Doutrina de Segurança Nacional que, sob inspiração norteamericana, defendia
a) a organização de políticas econômicas nacionalistas como forma de barrar o avanço do internacionalismo soviético.
b) a elaboração de políticas de integração continental inspirada na política desenvolvimentista empreendida no Brasil no período de 1950 a 1970.
c) a união entre burguesia nacional e as Forças Armadas latino-americanas contra os interesses tradicionais das elites agrárias.
d) a articulação política entre os governos do continente americano, no intuito de prepará-los para o combate ao comunismo.
e) o direito de sindicatos, associações e partidos políticos de se organizarem a favor dos interesses nacionais, no combate às idéias antidemocráticas.

resposta:[D]



(Uerj-2005) MÉXICO: PERTO DO INFERNO Nos 10 anos de vigência do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o salário real da maioria dos trabalhadores diminuiu, aumentou a desigualdade e os trabalhadores do campo viram recair sobre suas costas o preço mais duro dos ajustes fiscais. (SADER, Emir. "Jornal do Brasil", 06/06/2004.)

Dados de 2001 Fontes: JP Morgan. EMBI e Latin America Monitor (Adaptado de "Veja", 27/03/2002) Pelas informações acima, pode-se constatar a contradição entre índices econômicos favoráveis e crescimento de desigualdades sociais no México. Contradição semelhante verificou-se no Brasil na época do chamado "Milagre Econômico". Essa contradição, considerando os casos de México e Brasil, está vinculada essencialmente ao processo de:
a) endividamento interno
b) desemprego estrutural
c) modernização conservadora
d) concentração regional da riqueza

História (não classificadas)

resposta:[C]



(Uerj-2005) Há duzentos anos, a revolução dos "jacobinos negros" derrotou a França napoleônica e aboliu a escravidão. Hoje, o Haiti amarga o fim das esperanças na "segunda independência" prometida por Aristide. (CARLOS, Newton. "Jornal Mundo", abril de 2004.) HAITI Ninguém é cidadão Se você for ver a festa do Pelô E se você não for Pense no Haiti O Haiti é aqui O Haiti não é aqui (Gilberto Gil e Caetano Veloso) A situação crítica do Haiti hoje nos reporta ao período de sua independência, demonstrando que as esperanças dos "jacobinos negros" foram frustradas. Em sua música, Gil e Caetano mencionam o Haiti, correlacionando seus problemas com os do Brasil. Atualmente, o principal elemento comum entre a crise que afeta a sociedade do Haiti e a do Brasil é:
a) governo antidemocrático
b) desigualdade econômica
c) intolerância religiosa
d) preconceito racial

resposta:[B]



(Uerj-2005) Mas nossa maior força é o povo venezuelano. É a consciência política. (...) Eu não sou nada. Sou, quando muito, um instrumento dessa grande revolução bolivariana. É fundamental a organização popular. Simón Rodríguez (...) dizia: "A força material está na massa e a força moral no movimento da massa". (Entrevista de Hugo Chavez ao jornal argentino "O Clarín".) (http://www.unidadepopular.org) A história política da Venezuela nos últimos anos tem sido bastante tumultuada. Seu atual presidente, Hugo Chavez, vem enfrentando uma forte oposição tanto interna quanto externa, em especial do governo dos EUA. O ideal do "bolivarismo" e a proximidade entre Chavez e as camadas mais pobres são vistos, pela população do país e por analistas estrangeiros, ora como expressão de seu caráter democrático, ora como evidência de seu caráter demagógico e autoritário.
a) Um ponto comum aos discursos de Bolívar e de Chavez é a ênfase dada ao pan-americanismo. Explique o significado desse ideal.
b) Cite dois motivos pelos quais o governo de Chavez é visto como ameaça aos interesses norte-americanos.

resposta:



(Uff-2005) O filme "Diários de motocicleta" colocou em evidência a figura de Ernesto Guevara, médico argentino, líder revolucionário, na década de 1960. Ao lado do romantismo que envolve a figura de "CHE" há um processo histórico sangrento e dotado de um sentido de busca da identidade da América Latina, incluído aí o Brasil. Esse sentimento decorreu da exploração imperialista que conduziu o mundo latino-americano ao subdesenvolvimento. ("Época", 09/08/2004) A partir das referências contidas no texto, assinale a opção que reúne fatos ilustrativos da repressão aos movimentos sociais de oposição à política americana para a América Latina.
a) A vitória de Pinochet no Chile, a intervenção do exército argentino no Uruguai, a morte de Che Guevara e a Revolução de 1964 no Brasil.
b) A morte de Anastácio Somoza, a intervenção americana na Nicarágua, a Revolução Cubana de 1958 e a formação das FARCS na Colômbia.
c) A morte de Che Guevara, a repressão política pós o golpe de 1964 no Brasil, a oposição ao governo de Salvador Allende no Chile e a invasão da Baía dos Porcos pelo exército americano.
d) A ditadura militar implantada no Brasil em 1964, a Revolução Cubana de Fidel Castro e a vitória inglesa na Guerra das Malvinas.
e) A vitória inglesa na Guerra das Malvinas, a Revolução Cubana de Fidel Castro, a morte de Che Guevara e a Revolução de 1964 no Brasil.

resposta:[C]



(Ufg-2005) Durante o governo de Porfírio Díaz (1880-1910), o México desenvolveu-se, mas os benefícios desse progresso não alcançaram todos os segmentos sociais. Havia muita pobreza no campo e nas cidades e os camponeses reclamavam terras para trabalhar. Explique como a Revolução Mexicana de 1910 se contrapôs ao projeto porfirista de governo.

resposta:



(Ufg-2005) No século XX, a política externa dos Estados Unidos significou a entrada maciça de capitais na América Latina, ampliando os investimentos industriais. Além disso, os Estados Unidos forneciam apoio a governos que garantissem seus interesses estratégicos na região. Identifique duas políticas dos Estados Unidos em relação à América Latina e seus desdobramentos nesse período.

resposta:



(Ufg-2005) O regime socialista de Cuba, desde a sua implantação, representou na América um exemplo de alternativa ao capitalismo, gerando reações imediatas de oposição por parte dos Estados Unidos. Identifique e analise dois exemplos dessas reações norte-americanas contra Cuba, na década de 1960.

resposta:







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